O que é a Cultura Maker e por que ela é importante para os estudantes?

Provavelmente, você já pesquisou algum tutorial de “Faça você mesmo” no YouTube, não é? Com a facilidade de acesso à informação e os avanços da tecnologia que vimos nas últimas décadas, é cada vez mais comum que as pessoas aprendam, na prática, a confeccionar os seus próprios produtos.

Essa é a ideia por trás da Cultura Maker, uma tendência definitiva no setor educacional. O aprendizado por meio da experiência, de tentativa e erro, é muito produtivo para crianças e adolescentes em fase de desenvolvimento, sobretudo porque estimula o pensamento crítico e a criatividade, duas das habilidades mais importantes no século XXI.

Quer entender melhor esse movimento e descobrir como ele funciona nas escolas? Então, continue a leitura!

Afinal, o que é a Cultura Maker?

A Cultura Maker é a filosofia do “Faça você mesmo” (“Do It Yourself“, no Inglês). Ela não é novidade, mas foi nos últimos anos que o movimento ganhou muito espaço na mídia, nas Artes, nos ambientes profissionais e, sobretudo, na educação.

O conceito por trás dela é de que o conhecimento e as diferentes técnicas podem ser apropriados por qualquer pessoa. Assim, todos podem criar os seus próprios produtos e as soluções para problemas do dia a dia.

Essa ideia tem as suas raízes no movimento punk da década de 1960. Porém, o grande responsável por expandir a Cultura Maker, inclusive dando a ela esse nome, foi o norte-americano Dale Dougherty, quando fundou a primeira revista dedicada ao tema, a MAKE, em 2005.

Para ele, trata-se de uma espécie de Renascimento, isto é, um movimento filosófico e cultural que vai além de setores específicos da sociedade. Ele explica mais sobre a cultura dos “fazedores” em sua conferência TED, “Nós somos criadores“.

Com as novas tecnologias, a difusão da informação no meio digital e a busca por inovação, cada vez mais presente nos dias de hoje, a Cultura Maker conquistou definitivamente o seu espaço. Afinal, como já dissemos, qualquer um pode assistir a um tutorial no YouTube e desenvolver de forma independente seus protótipos de produtos, seja para fins pessoais, seja para fins comerciais.

Como a Cultura Maker funciona na prática?

Para o seu maior entusiasta, Dougherty, faz parte de uma cultura de fazer por si mesmo quaisquer ideias e produtos criados por alguém que coloca o seu potencial criativo para funcionar. Desse modo, as pessoas chegam a soluções que fogem ao convencional: as inovações.

Para estimular esse comportamento, a Fab Foundation, criada por ninguém menos do que o renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em Inglês), idealizou um modelo de laboratório criativo, os FabLabs, que já tem centenas de unidades espalhadas ao redor do mundo.

Os FabLabs são totalmente equipados para estimular a troca de conhecimentos, a criação inovadora e o empreendedorismo tecnológico, além de serem abertos ao público. Porém, escolas, universidades e até empresas costumam ter as suas próprias iniciativas maker, que, normalmente, contam com:

  • projetos para a resolução criativa de problemas;
  • uso de laptops com acesso à banda larga e aplicações que estimulam o trabalho criativo em equipe, como desafios e jogos educacionais;
  • acesso a ferramentas, como impressoras 3D, cortadores a laser, óculos de realidade virtual e kits de robótica;
  • realização de feiras de ciências, oficinas de programação e de prototipagem mecânica etc.

Além disso, faz parte do DNA da Cultura Maker o trabalho em equipe, já que a troca de conhecimentos e ideias é muito rica para o desenvolvimento pessoal e acadêmico dos estudantes.

Quais são os benefícios para os estudantes?

Colocar a mão na massa é um meio muito efetivo de aprendizagem. Mais do que decorar conteúdos, os estudantes conseguem articular na prática diversos conhecimentos e, assim, ter um papel ativo em seu processo de formação como alunos, mas também como cidadãos e futuros profissionais. Veja alguns desses benefícios a seguir.

Aprendizado mais significativo

O paradigma educacional do aprendizado passivo tem ficado para trás. Hoje em dia, as metodologias ativas são cada vez mais empregadas e defendidas pelos especialistas. Para que você tenha uma ideia, o psiquiatra norte-americano William Glasser tem uma interessante análise do processo de aprendizagem.

De acordo com ele, na chamada Pirâmide de Glasser, quanto mais ativa, mais significativa é a aprendizagem. Veja o percentual de retenção do conteúdo para cada método de estudo:

  • leitura — 10%;
  • escuta — 20%;
  • visão — 30%;
  • visão e escuta — 50%;
  • perguntas, definições e debates — 70%;
  • prática — 80%;
  • ensino aos outros — 95%.

A Cultura Maker se insere justamente nos três últimos itens. Afinal, ao colocarem a “mão na massa”, os estudantes precisam debater, ressignificar conteúdos, discutir, praticar e trocar conhecimentos, aspectos inerentes ao método de aprendizagem ativa e que resultam em uma excelente retenção do conteúdo.

Aumento do engajamento e do protagonismo do aluno

Essa forma ativa de aprendizagem também é responsável por aumentar o engajamento dos estudantes, pois a experimentação e a criação levam os jovens a se sentirem mais desafiados e motivados com os estudos. Isso porque, atualmente, a sala de aula que se propõe apenas à reprodução de conteúdos está ficando obsoleta.

Os estudantes podem ter acesso a eles com alguns cliques no smartphone. Assim, a escola deve valorizar a autonomia dos alunos e o repertório que eles já têm a oferecer, mediando o enriquecimento dessa formação por meio da prática, do pensamento crítico e da sistematização do conhecimento.

Desenvolvimento de habilidades do século 21

Por fim, a Cultura Maker também tem impactos na futura vida profissional dos estudantes. Habilidades e competências, como a criatividade, a liderança, o senso de inovação e a proatividade, são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.

Além disso, esse movimento proporciona a apropriação da cultura digital e a familiaridade com recursos tecnológicos que, se hoje já são diferenciais, no mercado de amanhã, serão indispensáveis.

Com a leitura, você já conhece as principais informações sobre a Cultura Maker. Como deu para ver, trata-se de um movimento que vai além da escola, mas que vai ao encontro das preocupações de uma instituição de ensino comprometida com a preparação de cidadãos críticos e com potencial transformador da sociedade.

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