Bullying na escola: descubra como combater esse grave problema

Originário do inglês — mais precisamente do verbo to bully, que pode ser entendido como “ameaçar” ou “intimidar” —, o termo bullying pode ser associado a diversas práticas agressivas. Podendo ser verbal, físico, sexual, psicológico, entre outros, o ato, em si, dá-se de modo proposital e recorrente e gera diversos danos às vítimas.

Inclusive, no âmbito educacional, quem sofre com esse tipo de conduta costuma apresentar problemas de concentração e dificuldades de aprendizagem. Além disso, o bullying na escola colabora diretamente para a evasão escolar. Por todas essas razões, combatê-lo é imprescindível.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo que tratará dos tipos mais comuns, de como os pais podem atuar perante a situação e das consequências de não dar a devida atenção a essa questão. Boa leitura!

Quais são os tipos de bullying na escola?

Infelizmente, as instituições de ensino são locais bastante suscetíveis a essa prática. Como ainda estão atravessando uma fase de formação, em que a maturidade não foi atingida, é comum que crianças e adolescentes sintam a necessidade de autoafirmação perante os colegas e, além disso, muitas vezes, esses jovens também não estão habituados a conviver com as diferenças.

Em razão disso, condutas de discriminação e atitudes que tentam transparecer superioridade surgem. Essas ações que têm o intuito de intimidar as vítimas podem se manifestar de diversos modos, como por meio de:

  • agressões físicas, como pontapés, empurrões ou violências de ainda maior gravidade;
  • agressões verbais, como insultos;
  • discriminação, por exemplo, com a exclusão de atividades realizadas em grupo, de cunho escolar ou não;
  • ameaças, que podem acontecer tanto pessoalmente quanto no universo digital.

Como os pais podem ajudar a eliminar essa prática?

Embora a situação seja mais facilmente identificada pelos educadores e pelos coordenadores, que acabam por acompanhar mais de perto a vida escolar dos alunos, é fundamental que pais e/ou responsáveis não só estejam atentos aos sinais — já falaremos sobre eles —, mas também atuem ativamente para impedir que os filhos pratiquem ou sejam vítimas de bullying na escola.

Para tanto, inicialmente, você precisa observar se o jovem:

  • vem apresentando desinteresse em frequentar o colégio;
  • tem episódios de choro e/ou de tristeza aparentemente sem motivos;
  • vem demonstrando uma queda no rendimento escolar;
  • vem se isolando de amigos e apresentando baixa autoestima ou comportamentos agressivos;
  • tem surgido com lesões de forma constante.

É importante ressaltar que, mesmo que esses aspectos mencionados acima não sejam necessariamente indicativos de que a criança ou o adolescente tem sofrido algum tipo de agressão, se um ou mais estiverem presentes, é imprescindível agir e identificar o que está por trás desses sinais de alerta. Essas circunstâncias não podem ser, de modo algum, negligenciadas.

Seja seu filho a vítima, seja o agente que pratica o bullying na escola, a chave para intervir na situação é participar ainda mais ativamente da vida do jovem. Nesse sentido, separamos algumas sugestões que podem ser colocadas em prática. Veja a seguir!

Demonstre interesse no cotidiano dele

É muito comum que, com tantas questões que demandam sua atenção no dia a dia — profissionais ou domésticas, por exemplo —, por vezes, você não consiga se fazer tão presente na rotina do seu filho quanto gostaria. No entanto, é essencial fazê-lo sempre que possível, já que, do contrário, será muito difícil perceber se algo errado vem acontecendo.

Sendo assim, procure comparecer às reuniões escolares e disponha-se a ajudar o jovem nas lições e nos trabalhos do colégio. No melhor dos cenários, essa aproximação resultará em uma maior abertura para o diálogo e fortalecerá a relação entre vocês, o que colaborará diretamente para o sucesso da dica seguinte.

Procure dialogar

Muitas vezes, crianças e adolescentes não se sentem naturalmente à vontade para expor detalhes da sua rotina e do dia a dia no colégio. Porém, não é porque essa interação não acontece de maneira espontânea que ela não existirá.

Seja você aquele que toma a iniciativa — cautelosamente, se necessário — para iniciar um diálogo sobre o cotidiano. Uma dica é começar falando sobre amenidades e, aos poucos, inserir o tema bullying na conversa.

Acredite: por mais que os jovens estejam rodeados de informação, existe a possibilidade de que eles nem mesmo saibam o que, de fato, caracteriza a prática e os grandes impactos que ela pode gerar — estejam eles no papel de vítima, estejam eles no papel de “agressor”. Por isso, aproveite esse momento para ter uma comunicação franca e esclarecer os principais pontos sobre o tema.

Busque uma solução junto à escola

Ao notar que seu filho, de fato, está sofrendo ou praticando bullying na escola, é imprescindível agir de modo a buscar um posicionamento e uma ação conjunta com a instituição. O ideal, nesse caso, é traçar uma estratégia que englobe todos os envolvidos na prática — as vítimas e os agressores — e, se for viável, também o restante da turma, a fim de disseminar as orientações, inibir as ações que vêm ocorrendo e promover uma conscientização geral.

Essa última medida é especialmente importante para cessar as agressões, sejam físicas, sejam verbais, que estejam acontecendo no interior da instituição (ou, para além do seu espaço físico, mas envolvendo diretamente os alunos da unidade). Do contrário, são grandes as chances de o problema persistir, trazendo prejuízos dos mais diversos, principalmente às vítimas, é claro.

Elas podem ser afetadas não apenas no âmbito educacional, sofrendo uma queda significativa no desempenho escolar, mas também nas relações interpessoais, com os colegas, com os pais e demais familiares. Em muitos casos, o sofrimento com essa prática experienciado na fase escolar pode reverberar na vida adulta, causando traumas que têm de ser posteriormente trabalhados junto a um profissional.

Portanto, como você pôde ver, o bullying na escola deve ser coibido e é fundamental que os pais e a instituição unam forças para combatê-lo definitivamente. Agressões, implicâncias, constrangimentos, humilhações etc. jamais podem ser vistos como brincadeiras ou tolerados e/ou justificados pela falta de maturidade dos envolvidos.

Se este conteúdo agregou valor, aproveite a visita ao blog e entenda por que uma educação socioemocional é tão relevante em uma instituição de ensino. Vamos lá!

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